Histórias dos nossos VWs - 38

 _
"Um Fusca, uma rodovia e um piquenique. Limonadas da vida!"
Autor:
Miss Anna
História publicada no site http://misscheck-in.com/
 _

 

Sabe aquela história de “quando a vida te der um limão, faça uma limonada”?

Certo!  Mas não basta ser limonada, tem que ser bem docinha. 

 

 Então, vamos lá. Íamos nós felizes e cantarolantes, ao som do ABBA, deslizando de fusqueta vermelho pela Rodovia Airton Senna (que liga Aracaju ao Litoral Sul de Sergipe).

Era nossa primeira viagem no sonho recém realizado do Hélio, qual seja, a aquisição de um fusca 1975, ironicamente, novinho em folha ( ou quase novinho em folha).

 

 

Ventinho no quebra-vento, dia de céu limpo, em um azul radiante.

Tudo eram flores até, após a segunda curva da rodovia, um “pipoco”, um distribuidor queimado e, na sequência, um fusca recolhido ao acostamento.

Acabava ali o nosso Plano A: chegar ao nosso destino de fusca.

O plano B era simples e emergencial: procurar uma sombra para tornar possível a espera do socorro.

 

 

Uma arvorezinha a poucos metros do fusca ( que a essa altura já não saía do lugar pra nada) parecia ser a nossa salvação.

Mas ficar em pé, ainda que na sombra, também não parecia o mais humanamente adequado.

Um calor de 37° pairava reluzente sobre a areia branca à margem da estrada e o asfalto grelharia qualquer peru de Natal em poucos minutos.

De repente, O Hélio puxa um cigarro, lança um olhar questionador na direção do fusca e sai dizendo que está tudo resolvido.

 

 

Um minuto depois ele me retorna com um dos bancos do fusca nos braços.

E, dois minutos depois, ele  vem com o segundo banco.

Fusca tem disso, os bancos encaixam e desencaixam, práticos e providenciais, como aqueles produtos vendidos na Polishop, ideais para churrascos, praia e filas de banco.

Leve seu estofado para onde quiser e tenha sempre um lugar confortável para sentar ao seu alcance ;)

 

 

Pronto! Com dois bancos e uma sombra, montamos nosso próprio oásis à beira da estrada.

Só ficou faltando um isopor, equipado com umas cervejas e refrigerantes, porque pão integral de ameixa eu tinha na mala.

Matamos o tempo falando besteira, comendo pão de ameixa e rindo da cara dos motoristas que passavam olhando pra gente, sem entender nada.

Eis a nossa limonada! :) 

 

Acabou que quebrar o carro e fazer um piquenique de emergência foi mais animado que chegar ao nosso destino sem nenhuma história para contar.